quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A incoerência daqueles que AMAM a Cristo e ODEIAM a noiva

Volta e meia e vejo gente usando de adjetivos extremamente pejorativos ao falar da Igreja do Senhor.
Pois é, bem sei que vivemos difíceis e que em virtude da superficialidade da igreja brasileira torna-se necessária desconstruir algumas falsas doutrinas disseminadas no meio evangélico, no entanto, acredito que apesar disso ser fundamental a saúde doutrinária da Igreja,  isso não nos dá o direito de espezinhar, denegrir ou até mesmo ridicularizar a Noiva de Cristo.
Caro leitor, a Igreja é de Cristo e as Escrituras nos ensinam que Deus a amou de tal maneira que deu o seu filho para morrer na Cruz por ela. Além disso, a Bíblia nos adverte que a Igreja é a menina dos olhos do Senhor e que as bodas do Cordeiro se dará com uma noiva imaculada.
Isto posto, admoesto aos irmãos a continuarem a lutar pela Igreja de Cristo, no entanto, tomem cuidado para não pecar contra aquela que é amada incondicionalmente pelo nosso Redentor.
Lembre-se: a Igreja foi criada, formada e fundada por Cristo. Ela é composta de gente falha, pecadora e cheia de limitações, todavia, continua sendo de Cristo.
Ela é a Igreja do Deus vivo,  coluna e baluarte da verdade, a noiva do Filho de Deus, portanto, cuidado para não pecar denegrindo a imagem daquela por quem Cristo morreu.

"Passando eu por junto de ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; estendi sobre ti as abas do meu manto e cobri a tua nudez; dei-te juramento e entrei em aliança contigo, diz o Senhor Deus; e passaste a ser minha. Então, te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo. Também te vesti de roupas bordadas, e te calcei com couro da melhor qualidade, e te cingi de linho fino, e te cobri de seda. Também te adornei com enfeites e te pus braceletes nas mãos e colar à roda do teu pescoço. Coloquei-te um pendente no nariz, arrecadas nas orelhas e linda coroa na cabeça. Assim, foste ornada de ouro e prata; o teu vestido era de linho fino, de seda e de bordados; nutriste-te de flor de farinha, de mel e azeite; eras formosa em extremo e chegaste a ser rainha. Correu a tua fama entre as nações, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti, diz o Senhor Deus." (Ezequiel 16:8-14)

"Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito....Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja." (Efésios 5:25-27,32)
Soli Deo Gloria

Por que as "igrejas" dirigidas por falsos profetas e falsos pastores estão lotadas?


Volta e meia alguém me pergunta: “pastor, porque as "igrejas" dirigidas por falsos profetas e falsos pastores estão lotadas? Quais os motivos que levam uma pessoa a frequentar igrejas cujos ensinos são espúrios?”
Pois é, visando ajudar a estes que me indagam, bem como a centenas de outros que possuem esse tipo de dúvida, resolvi escrever quatro razões porque "igrejas" deste naipe, crescem cada vez mais, senão vejamos:
1-) Falsas "igrejas" dirigidas por falsos pastores e profetas crescem porque pregam um evangelho centrado no homem, ou seja, sua mensagem é antropocêntrica e visa somente a satisfação do freguês.
2-) Falsas "igrejas" dirigidas por falsos pastores e profetas crescem porque o deus anunciado por seus "apóstolos, bispos e pastores, é um falso deus, moldado pela vontade humana, cujo objetivo não é a glória de Deus, e sim o enriquecimento do fiel.
3-) Falsas "igrejas" dirigidas por falsos pastores e profetas crescem porque relativizaram as Escrituras, relativizando o pecado, suas consequências e juízo final, nessa perspectiva, não pregam sobre a cruz, arrependimento, salvação, muito menos vida e morte eterna.
4-) Falsas "igrejas" dirigidas por falsos pastores e profetas crescem porque estão debaixo do juízo de Deus. Por não desejarem o verdadeiro Deus, o Senhor os entregou a si mesmos, levando-os assim a desfrutar de um falso evangelho, pregado por falsos líderes e que anunciam um falso redentor.
Pense nisso!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O Comentário "vulgar" do Papa a respeito de Lutero

O Bispo J.C.Ryle, ao escrever um livro sobre George Whitefield afirmou que o Papa Leão Leão X ao falar sobre o reformador Martinho Lutero disse: "este animal alemão não ama o ouro."

Pois é, fiquei pensando com os meus botões sobre essa frase e o quão profunda ela é. Ora, Lutero, poderia ter sido comprado e corrompido pelo dinheiro de Roma, aliás, a história relata que a igreja desejando que ele parasse com as sus denúncias, pensou em oferecer ao reformador um cargo de "cardeal", o que com absoluta certeza teria sido rejeitado por ele.
E hoje? Como alguns dos pastores evangélicos tem reagido diante das propostas do sistema? Não preciso responder não é mesmo? Até porque, para nossa vergonha muitos dos líderes evangélicos tem vendido a consciência por amarem o ouro acima de qualquer coisa.
Confesso que quando vejo na televisão, na Internet e principalmente nos púlpitos das igrejas falando constantemente sobre o dinheiro sou tomado pela concepção que tais pastores, diferentemente de Lutero, venderam a alma.
Definitivamente precisamos de uma nova reforma, de novos Luteros que amam a Deus acima de todas as coisas, inclusive o dinheiro.
Pense nisso!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Bispo Macedo, um falso profeta que prega um falso evangelho

A inauguração Templo de Salomão pelo bispo Edir Macedo, seus falsos ensinamentos  e a banalização da graça,  bem como a pregação de um falso evangelho fazem do líder da IURD um falso profeta.

A foto ao lado não me deixa mentir. Vestido como um "sacerdote", com as "tábuas da lei" ao lado, recheado de misticismo Macedo afronta o Evangelho.

Eu já havia escrito um texto onde afirmei que a Igreja Universal do Reino de Deus definitivamente não é uma igreja evangélica. Hoje eu escrevo outro afirmando que o seu fundador, Edir Macedo é um falso profeta.

Edir Macedo Bezerra é carioca, tendo nascido em 1945. Seu pai era comerciante, sua mãe dona de casa, ambos católicos praticantes. Edir é o quarto de uma série de 33 filhos, dos quais 10 morreram e 16 foram abortados por terem nascido “fora de época”.

Em 1975, Edir Macedo foi consagrado pastor na Casa da Benção pelo missionário Cecílio Carvalho Fernandes. Dois anos depois juntamente com Carlos Rodrigues fundou a Igreja Universal do Reino de Deus onde tem ensinado e pregado um evangelho diferente do evangelho de Cristo.

O principal foco de Edir Macedo é a “luta” contra os demônios da pobreza além obviamente da espúria teologia da prosperidade. Em todos seus templos enfatiza-se a libertação dos espíritos, e a prosperidade financeira, usando para isso métodos onde o sincretismo e a mistura de crenças e fé se fazem presentes.

As doutrinas ensinadas por Macedo são repugnantes. Para curar ou operar milagres em uma pessoa, os "macedianos" fazem qualquer negócio. Em outras palavras isso significa vender "pedras da tumba de Jesus", comercializar " a água benta do rio Jordão", distribuir "a rosa milagrosa", empurrar goela abaixo "sal abençoado pelo Espírito Santo", além de reconstruir aquilo que Jesus destruiu". Se não bastasse isso, Edir Macedo defende o aborto, relativiza a ética, e sincretiza o evangelho expulsando dos fiéis “encostos” em “sessões de descarrego.”
Caro leitor, como já afirmei a Igreja Universal do Reino de Deus não é uma Igreja protestante ou evangélica, assim também como seu fundador não pode ser considerado crente em Jesus.

"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema." (Gálatas 1:8-9)

O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios” (1 Timóteo 4:1)

“Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.” (2 Timóteo 4:3,4)


“No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda.” (2 Pedro 2:1-3)


Minha oração é que Deus tenha misericórdia do bispo Macedo e que ele venha a se arrepender de seus ensinos, pecados e heresias.

Quem me livrará de mim mesmo?

7-temores-Quem-me-livrara-de-mim-mesmo
Christina Rossetti, em seu poema Who shall deliver me?,[1] se contorce em sua imaginação à medida que busca algum meio de salvar-se do seu pior inimigo: ela mesma. Ela suplica a Deus que lhe dê força para suportar o seu “inalienável peso de preocupação”: ela mesma. Ela corre para o seu quarto e fecha a porta, para impedir a entrada de todos os outros com sua tagarelice tediosa, mas não pode escapar de quem mais detesta: ela mesma. Ela deseja ansiosamente recomeçar a vida com uma lousa limpa. Ela roga a Deus que a robusteça contra sua própria “voz patética”.
Talvez com menos drama – contudo, talvez, às vezes, com ainda mais –, cada um de nós se sente traído por si mesmo. “O nosso coração nos condena” (1 João 3.20) e parece não haver jeito de proteger nossos ouvidos da voz de autoacusação. Esse acusador interno insulta a qualidade da nossa fé: “Seu tolo. Você pensa que Deus se impressionará com o seu tipo de religião?”. Ele cataloga minuciosamente os nossos pecados, desde a infância até esta semana, e indaga: “Pode semelhante fé salvá-lo?”. Ou ele cava até o mais fundo e mais delicado ponto de nossa consciência, encontra o pecado do qual temos mais vergonha e sustenta que aquilo é imperdoável e que estamos além do alcance da misericórdia de Deus.
A beleza da Bíblia é que ela nunca nos deixa pensar que estamos sozinhos em nossos temores. Rossetti sabia disso: o título do seu terrivelmente íntimo poema vem diretamente dos lábios de Paulo em Romanos 7.24. Ali ele considera a loucura do seu próprio pecado e a sua inabilidade de amar a Deus do modo que deseja – e das profundezas ele exclama: “Quem me livrará?”. Ela estava seguindo as pegadas de Paulo pelo vale da sombra da morte.
Paulo encontra o caminho para sair daquele lugar sombrio: imediatamente após o seu clamor desesperado, ele prega a si mesmo. Ele proclama, em resposta à sua própria pergunta: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!” (v. 25) e “Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (8.1). Nós precisamos aprender este padrão: o movimento da autoacusação e da autocondenação para a autoproclamação das boas novas de Jesus Cristo.
Paulo provavelmente aprendeu isso pelo hábito de orar os salmos, pois Davi frequentemente pregava a si mesmo. Os filhos de Corá também apresentam um claro modelo disso nos Salmos 42 e 43, possivelmente uma única composição de três lamentos. No primeiro lamento (42.1-4), o salmista tem sede de Deus e anela por estar com ele, mas se sente distante e até mesmo separada dele. No segundo (vv. 6-10), ele se sente esquecido por Deus e oprimido pelos seus inimigos, sobrecarregado e afundado em ondas de tribulação – ao ponto de ele experimentar o seu medo e angústia como uma ferida mortal em seus ossos. No terceiro (43.1-4), ele se sente rejeitado por Deus.
Cada lamento é seguido por um breve, mas potente, sermão evangélico – o mesmo sermão, repetido como um refrão:
Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu. (Salmo 42.5, 11, 43.5)
Observe a mudança de si mesmo (“ó minha alma”) para Deus (“espera em Deus”). A esperança ressuscita quando o coração volta o olhar para Deus. Paulo fez o mesmo, voltando-se do “miserável homem” que ele era em Romanos 7.14-24 para Deus, por meio de Jesus Cristo, no versículo 25. À medida que o coração sonda interiormente – somando pecados passados, rememorando fracassos passados, lamentando sofrimentos –, ele apenas encontrará razões para a dúvida de si mesmo, o desencorajamento e o temor.
Devemos pregar o evangelho a nós mesmos. Isso exige que mantenhamos nosso rosto na Bíblia, ouvindo a voz de Deus, encontrando a nossa confiança nele e em suas promessas, e não em nós mesmos. O que nós descobriremos na Palavra é que, “se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas” (1 João 3.20). Isso é verdadeiro – ele sonda o nosso coração de modo mais penetrante do que a nossa consciência pode fazer e sabe que nós somos de fato piores do que jamais imaginamos.
Mas, a despeito disso, “Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5.8, NVI). Quando Paulo reflete sobre isso em Romanos 8.31-39, ele percebe o impensável: Deus está do nosso lado – mesmo contra o nosso coração. Paulo se aquece sob a revigorante luz dessa notícia até que não haja mais ninguém para acusá-lo. De fato, o pensamento de que Deus iria voltar-se contra nós, depois de entregar o seu Filho por nós, ou de que o Filho iria nos abandonar, quando foi ele mesmo que morreu por nós e que vive a interceder por nós – bem, esse pensamento é absolutamente impossível.
Como Paulo, Rossetti ao final volta-se de si mesma e descobre que
Contudo, há Alguém que pode refrear a mim mesma, / Que pode tirar de mim o fardo sufocante / Quebrar o jugo e me pôr em liberdade.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

O crente por ser pobre está debaixo de maldição?

A Teologia da Prosperidade ensina que ser pobre é uma maldição, e que todo cristão deve ser rico materialmente.

Para os defensores deste pensamento teológico, uma pessoa ao se converter deve deixar de ser pobre transformando-se pelo poder de Deus num indivíduo rico. E se porventura  isso não acontecer significa dizer que a pessoa em questão encontra-se debaixo de maldição tornando-se necessário então uma quebra de maldição na vida do desgraçado.

Caro leitor, vejamos o que Bíblia tem a nos dizer sobre o pobre:

1-) Deus fez o rico e o pobre: . "O rico e o pobre se encontram; a um e a outro faz o SENHOR." (Pv. 22:02)

2-) Deus manda ajudar os pobres: (Is. 58.6-7). Em Dt. 15.11 está escrito:“…nunca cessará o pobre do meio da terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão (…) para o teu pobre na tua terra”

3-) Deus escolheu os pobres do mundo (Tg. 2.5). Quando Jesus andou na terra, anunciou o evangelho principalmente a eles (Mt. 11.25; 19.21; Lc. 4.18). O próprio Jesus enquanto aqui no mundo não era rico (Lc. 9.58).

4-) Deus não faz acepção de pessoas. Tiago ensina que não devemos desprezar os pobres. Todos devem ser tratados da mesma maneira nas igrejas cristãs (Tg. 2.1-6).

Ora, em nenhum momento nas Escrituras você encontrará um texto proferido por Cristo ou pelos apóstolos dizendo: "Receba Jesus e ficarás rico." ou ainda, "Aceite a Cristo e nunca mais serás pobre."

Prezado amigo, se a teologia da prosperidade fosse verdadeira não haveriam cristãos pobres. Eu particularmente conheço inúmeros irmãos em Cristo, fiéis a Deus que não enriqueceram depois de suas conversões. Conheço lugares tanto no Brasil quanto no exterior, onde amados do Senhor vivem com dificuldade. Em virtude disso é justo afirmar que estes não possuem a bênção do Senhor e por isso encontram-se debaixo de maldição? É claro que não.

Talvez ao ler esse texto você esteja dizendo consigo mesmo: "Eu não concordo! Eu quero ser próspero, mudar de vida, crescer profissionalmente."

Veja bem, seu desejo é licito, o que não é lícito é querer fazer de Deus um gênio da lâmpada mágica.

Quer prosperar? Trabalhe, estude e se dedique naquilo que faz a ponto de se transformar no melhor. O reformador francês João Calvino acreditava que a prosperidade era possível desde que fosse consequência direta do trabalho. Isso mesmo! Prosperidade se dá mediante o trabalho e não por profecias descabidas de profetas manipuladores cujo interesse está efetivamente no seu dinheiro.

Isto posto, Seja o melhor eletricista, pedreiro, médico, engenheiro, garçom, advogado ou qualquer outra profissão e verás que não lhe faltarão oportunidades para crescer e prosperar. Agora, por favor não afirme que Deus deseja que todos sejam ricos e quem não o é encontra-se debaixo de maldição. Afirmar isso além de demonstrar um grande desconhecimento da palavra de Deus, coloca um jugo pesado nos ombros daqueles que vivem a vida com enorme sacrifício.

Pense nisso,

quarta-feira, 20 de maio de 2015

07 característica de um falso convertido

O número de pessoas que frequentam as igrejas evangélicas em nossos dias é absurdamente elevado, no entanto, acredito que boa parte daqueles que se dizem cristãos, não nasceram de novo. Aliás, assusta-me o fato de saber que em nossas igrejas existem um número considerável de indivíduos que desconhecem as verdades inequívocas do evangelho, vivendo portanto um cristianismo desprovido de vida e santidade.
Isto posto, gostaria de elencar as principais características de um falso convertido:
1- O falso convertido apesar de conjugar o "evangeliquês" com propriedade, de entoar as canções gospel de cor e salteado, ama demasiadamente o pecado e em virtude disso não está disposto a abandoná-lo.
2- O falso convertido não ama a Palavra de Deus nem tampouco está disposto a obedece-la. Para o falso convertido as Escrituras não devem ser consideradas como a Palavra infalível de Deus.
3- O falso convertido não sente prazer na oração. Para ele o hábito de se relacionar com o Senhor em oração é um fardo pesado e desnecessário.
4- O falso convertido não sente falta da comunhão dos santos. Para o falso convertido o relacionamento entre os irmãos na igreja é dispensável, nessa perspectiva, ele prefere o futebol, as festas, as baladas e todo tipo de entretenimento à reunião dos santos de Deus.
5- O falso convertido não manifesta em sua vida frutos de arrependimento nem tampouco mudança de comportamento. Para o falso convertido tudo é válido desde que no final redunde em satisfação pessoal.
6- O falso convertido não persevera em sua fé, antes pelo contrário, ao enfrentar as batalhas da vida, desiste do Senhor, voltando assim a uma vida de pecados e transgressões.
7- O falso convertido não teme ao Senhor, antes pelo contrário, desenvolve uma espiritualidade focada em si mesmo, onde Deus na verdade não passa de um provedor de seus caprichos.
Pense nisso!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Dilma Rousseff e a verdade sobre um possível CHIP da besta

Alguns evangélicos amam a teoria da conspiração. É impressionante a capacidade de alguns  fabricarem mitos e lendas. 

Em minha caminhada cristã tenho ouvido e visto histórias do arco da velha. Já ouvi alguns afirmarem que a Procter Gamble financia a obra do capeta, que alguns discos de vinil (ainda existem?) tocados ao contrário exaltam o cramulhão, que o ratibum cantado no parabéns para você é uma maldição, que a Disney tem pacto com o demo, que o rock é o ritmo do inferno, e muito mais.

Lamentavelmente os evangélicos são profissionais na arte de fabricar lendas. Outro dia ouvi de uma irmã em Cristo que a Fanta Uva é uma bebida encapetada e que devido a isso não deve ser consumida pelos cristãos.

Pois é, parece que alguns dos evangélicos têm vocação para ghostbusters, isto porque, procuram o diabo em tudo que é lugar. Alias, assusta-me o fato de que o adversário de nossas almas receba tanta atenção por parte dos cristãos. Em alguns dos cultos evangélicos o diabo é entrevistado, da dicas espirituais e em alguns casos até prega.
Atualmente a grande polêmica encontra-se em torno da presidente Dilma e um provável CHIP da besta que deveria ser implantado nos brasileiros. Ora, vamos combinar uma coisa? No quesito criatividade ninguém supera os evangélicos.

O site E-FARSAS já mostrou por A + B que isso não passa de um boato (leia aqui) portanto deixe de bobagens e por favor não dê crédito a lendas urbanas.

Com certeza existem coisas mais sérias a nos preocuparmos do que com as invencionices de gente desocupada, esclerozada que em nome de um espiritualidade burra inventa factóides.

Conclusão


Não acredite em tudo o que você lê na internet. Nenhum governo no mundo está obrigando ninguém a utilizar microchips sob a pele. Isso é um boato antigo e recorrente na web que não deve ser levado a sério. 

Pense nisso!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

O Espírito está pronto mas a Agenda está cheia

“Ore para que Deus marque compromissos divinos nesta semana. Peça-lhe que interrompa sua vida e o use para falar com alguém sobre Jesus.”
Este foi meu encorajamento final durante a mensagem em Romanos 10.
Claro que, após a mensagem, havia um jovem rapaz em nosso estacionamento à procura de alguém para ajudá-lo a colocar sua vida no rumo certo. E claro, eu tinha quatro crianças agitadas no carro e planos para a tarde.
Momentos como esses me tentam a mudar a minha oração de “Senhor, usa-me” para “Senhor, use-me quando eu tiver algum tempo livre”.
O ministério pastoral pode ser muitas coisas, porém, “conveniente” não é o melhor termo para descrevê-lo. O fato dessas interrupções serem compromissos divinos garante que provavelmente não se encaixarão ordenadamente em nossa agenda.
Assim, se o Espírito está pronto para marcar compromissos divinos, como deveríamos nos preparar para responder, mesmo quando a nossa agenda estiver lotada? Não há respostas mágicas, mas aqui estão alguns pontos para considerar em espírito de oração.
1.Ore por encontros divinos.
Deus está soberanamente operando seus propósitos na história. Ele coloca pessoas onde deseja que estejam (Atos 17:21) e incrivelmente prepara as circunstâncias para atrair pessoas para si mesmo (Atos 8:26-40). Como seus seguidores, devemos estar preparados, dispostos e desejosos a lhe apresentar pessoas (Isaías 6:8; Mateus 28:18-20; Atos 1:8; 2 Coríntios 5:20).
Ore para que Deus o use. Ore para que use sua igreja. Ore regularmente para que ele interrompa sua agenda e prepare as circunstâncias para que você tenha a oportunidade de falar aos outros sobre ele. Peça para ele abrir portas a fim de que a Palavra seja pregada (Atos 14:27; 1 Coríntios 16:9; Colossenses 4:2; Apocalipse 3:8) e para abrir seus olhos para ver os encontros que ele está planejando.
2.Ore por respostas divinas
Quando oramos, deveríamos esperar que Deus responderá. Servimos a um Deus que se deleita em encontrar e usar pessoas disponíveis (2 Crônicas 16:9). Isso significa que, quando acordamos todas as manhãs, deveríamos esperar grandemente que o Deus dos céus nos usará na terra naquele dia para a sua glória. Alguns dias esse processo será mais óbvio que outros, mas devemos sempre esperar que ele nos use.
Há muito tempo, minha esposa disse: “Cada breve encontro vem do Senhor”. Uma vez que não há algo como sorte ou acaso, devemos sempre nos lembrar que quando encontramos pessoas em nossa família, vizinhança, trabalho e caixa do supermercado (saia, por favor, do celular), isso acontece porque Deus planejou que acontecesse dessa forma.
Você está buscando uma porta aberta ao conversar com alguém? Está perguntando às pessoas sobre suas vidas? Está perguntado às pessoas como pode orar por elas? Está empurrando portas nos relacionamentos para ver se o Senhor abre uma?
Conheço um presbítero e sua esposa que preparam uma refeição grande praticamente todos os domingo para que possam convidar pessoas que encontram na igreja para almoçar. Tenho ouvido alguns testemunhos de pessoas que sentaram na frente deles na igreja e foram convidadas por eles para almoçar. Essa família do presbítero estava preparada para ser usada pelo Senhor.
Outra maneira prática para planejar respostas divinas é estocar recursos que você possa dar às pessoas que estejam interessadas em saber mais. Eu tenho cópias das Escrituras e um folheto evangelístico na minha mochila quando viajo, no meu carro, no meu escritório e na igreja. Também tenho um plano de leitura bíblica para entregar a quem se mostre interessado em ler a Bíblia.
3.Ore para saber quando deveria deixar de lado uma possível oportunidade evangelística
Nunca faltaram oportunidades para Jesus ministrar. Entretanto, Jesus não ministrava para toda pessoa que vinha até ele. Às vezes, ele dizia “não” para as oportunidades diante dele, porque tinha outros negócios do Pai para cuidar (Marcos 1:36-38).
Jesus tinha uma vantagem, sendo onisciente e tal, mas ele nos dá seu Espírito para nos guiar (João 16:33; Atos 8:29, 10:19, 13:2) e sabedoria conforme pedirmos (Mateus 7:7-11; Tiago 1:5).
Há tempos que não estamos disponíveis para compartilhar o evangelho porque temos outras coisas que o Senhor quer que façamos.
Por exemplo, não ficamos no domingo para compartilhar o evangelho com aquele rapaz no estacionamento depois da igreja. Não era o momento certo. Trocamos e-mails e eu o apresentei a alguns de nossos membros, mas, para mim, naquele dia, foi melhor manter o compromisso que tinha com minha família. Em outra ocasião, poderíamos convidá-lo para almoçar ou eu poderia falar para minha família ir antes para casa e eu ficaria para conversar com ele.
Ore para que o Senhor o ajude a caminhar em sabedoria e descansar no fato de que você não é o Salvador.
4.Ore para saber quando seus planos estão ficando no caminho dos planos de Deus
Há momentos em que as coisas boas que fazemos estão no caminho das grandes coisas que Deus quer que façamos. Em Lucas 9:57-62, Jesus encontra três pessoas que poderiam ser seus seguidores, mas, ao serem questionadas para segui-lo, deram o que parece ser boas desculpas. Garantir abrigo, enterrar um parente que morreu e dizer adeus à sua família me parecem razões melhores para adiar seguir a Jesus do que as desculpas que normalmente dou.
Essa passagem deve nos lembrar que não devemos “nos estribar no nosso próprio entendimento” (Provérbios 3:5-6) e deve nos ajudar a escolher a “melhor porção” (Lucas 10:38-42). Precisamos da graça para vermos coisas em nossas agendas que podem ser deixadas de lado para que tenhamos tempo livre. Devemos estar em espírito de oração para que Deus possa cultivar em nós um coração sensível como o do jovem Samuel (1 Sam 3:1-11), de maneira que, se sentirmos Deus nos chamando para fazer algo, possamos responder com fé expectante.
É nesse ponto que é essencial estar em uma comunidade amorosa, intencional e franca. Preciso de pessoas que me ajudem a pensar sobre minhas prioridades. Não estou isento de que meu conforto e meus planos pessoais interfiram e escureçam minha habilidade de ver o que Deus tem colocado na minha frente. Ajudemo-nos uns aos outros a estar atentos aos encontros divinos e a criar uma cultura em nossas igrejas na qual nos rendemos ao chamado do Senhor para fazer seu nome conhecido.
5.Descanse na graça de Deus se você perder uma oportunidade.
Todos nós perderemos compromissos divinos. Somos pecadores que, por muitas razões, estamos propensos a ter os ouvidos surdos, os corações, endurecidos e os sentidos, entorpecidos. Certos casos, nos quais pareço ter perdido uma oportunidade divinamente ordenada para direcionar alguém para Cristo, ainda me assombram. E, embora devamos sempre aprender e nos arrepender quando for o caso, precisamos descansar no fato de que a graça de Deus cobre todas as nossas falhas.
A boa notícia do evangelho é que Jesus morreu e ressuscitou por pecadores, incluindo os que perdem compromissos divinos. Assim, se você estiver muito atarefado para notar ou temeroso demais para falar, lance-se sobre a misericórdia incomparável do Senhor — e prepare-se para a próxima oportunidade que ele colocar diante de você.
O Espírito está pronto para nos usar, portanto aproxime-se do Senhor e peça que ele o faça. Nada melhor do que ter a mensagem da graça de Deus e a agenda cheia de compromissos divinos. Senhor, usa-nos!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Religiosidade

Mateus
12.9.E, partindo dali, chegou à sinagoga deles.
12.10.E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados?
12.11.E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará?
12.12.Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por consequência, lícito fazer bem nos sábados.
12.13.Então disse àquele homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra.
12.14.E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem.
A religiosidade é um grande mal que pode assolar qualquer crente que permiti-la. Israel, estava muito contaminado com este mal, as consequências e evidencias eram muitas. Caso sejamos afetados pela religiosidade, alguns problemas acontecerão conosco.
Esta passagem mostra Jesus confrontando a religiosidade do povo crente da época. Jesus nunca tolerou religiosidade, pois ela inverte a glória da coisas, e não tolera hoje em dia. Vejamos, segundo a bíblia, o que a religiosidade faz com a pessoa:
1º A pessoa valoriza mais os rituais do que as pessoas (Versos 9-12): Há uma excessiva preocupação com os rituais de Deus do que com Deus, e com as pessoas, pra quem grande parte dos ritos servem, como era no caso do sábado.
2º A pessoa perde a compaixão (Versos 9-12): Pensa-se que o motivo do mal dos outros é por merecimento devido a pouca busca a Deus;
3º A pessoa se acha melhor que os outros (Versos 9-12): Sempre se compara com os que fazem menos, que oram menos, que influenciam menos, e passa a fazer tais coisas, para esta contagem de comparação e não pelo objetivo correto.
4º A pessoa perde a noção de Deus (Verso 14): Pare e pense no que os fariseus queria fazer aqui: Tirar a vida do autor da vida, do que é a Vida, o que dá vida. Fica realmente cego em relação a Deus, e o vê infinitamente menor do que Ele realmente é, consequentemente passa a se ver maior do que é, tipo, um certinho, que se esforça muito, que tem seus méritos e ai está o maior perigo, Se afasta da Graça de Deus, pois não sente que necessita dela.
O conhecimento da Graça é o único remédio contra a religiosidade. Para se crescer com Deus é necessário que se conheça a graça dele, senão o seu crescimento será limitado a um ponto que somente entendendo a graça de Deus poderá ser ultrapassado.
5º A religiosidade gera morte (Verso 14): Enquanto que um relacionamento com Jesus, gera vida, a religiosidade gera morte, temos este exemplo, lembre de Paulo, sumo sacerdotes Anás e Caifás e vários outros. E gera morte a você e a tantos quais você possui influencia, como disse Jesus aos fariseus:
Mateus 23.15 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós!
Lucas 6.39 Propôs-lhes também uma parábola: Pode, porventura, um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

6 Anos de Filadélfia

Estudo sobre Oração

Falar sobre oração é fácil, difícil é pratica-la, é torna-la real em nosso dia a dia. Contudo somos ensinados nas Escrituras a orar sem cessar, 1 Ts 5.17.
Cristo Jesus é nosso exemplo maior, é nosso modelo de oração. Jesus começa sua vida pública, ministério, em oração. Vive seu ministério e relacionamentos com seus conterrâneos e discípulos, sem se descuidar da oração. É por isso que o encontramos por diversas vezes orando em lugares solitários ( Lc 5.16 ); no monte ( Lc 6.12; 9.28 ); em particular ( Lc 9.18 ); de madrugada procurou um lugar deserto para orar ( Mc 1.35 ); orou no jardim ( Mt 26.36-39 ). Jesus também termina sua vida pública e ministério terreno orando na cruz ( Lc 23.46 ).
Jesus não está nos ensinando que o lugar adequado de orar seja o deserto, o monte, o jardim ou pendurado em uma cruz. Está nos ensinando que temos que orar, buscar o Pai em todo tempo.
Afinal de contas o que é oração?
Alguns servos de Deus na história definiram de diversas maneiras, mais sempre enfatizando o relacionamento pessoal com Deus:
Ø John Bunnyan -  "Oração é um sincero, sensível e afeiçoado derramar do coração ou alma a Deus, através de Cristo, no poder e assistência do Espírito Santo; tais coisas, como Deus tem prometido ou de acordo com a sua Palavra, existem para o bem da Igreja com submissão em fé para com a vontade de Deus".
Ø Wayne Grudem – Oração é comunicação com Deus.
Ø João Calvino – O principal exercício da fé, mediante a qual recebemos diariamente os benefícios de Deus.
Nos dias em que vivemos a oração pode ser definida como “ O que se faz quando não se pode fazer mais nada “. Alguns perderam a noção do que é oração que chegam a dizer “Vou aproveitar que não estou fazendo nada e vou orar “.
O Catecismo Maior de Westminster na pergunta 178. Que é oração? Responde da seguinte forma: 
Oração é um oferecimento de nossos desejos a Deus, em nome de Cristo e com o auxílio de seu Espírito, e com a confissão de nossos pecados e um grato reconhecimento de suas misericórdias.
Sl 32:5,6;62:8; Dn 9:4; Jo 16:23,24; Rm 8:26; Fp 4:6.
Com base no Catecismo vamos trabalhar alguns pontos:
1. Por meio da oração entregamos nossos desejos nas mãos de Deus
De fato somos ensinados nas Escrituras a buscar a vontade do Pai, pois Ele sabe o que de fato necessitamos, e deseja nos conceder o melhor Lc 11.13. Assim em oração devemos lançar toda a nossa ansiedade sobre o Senhor ( 1 Pd 5.7 ).
A oração não é pra fazer Deus realizar a nossa vontade, mas manifestar a vontade Dele. Contudo ele nos ensina a perseverar em oração ( Lc 11.9-13 ).
Quando entregamos nossos desejos nas mãos de Deus precisamos confiar N”ele, é por isso que João Calvino dizia “ ...assim prostrados e subjugados de verdadeira humildade, sejamos, não obstante, animados a orar, com segura esperança de alcançar a resposta “.
Não esqueçamos a regra de ouro “ Pai seja feita a tua vontade “.
2. A oração deve ser em nome de Cristo
Alguns chegam afirmar que em toda oração você tem que terminar com “ ...em nome de Jesus” se não terminar assim Deus não responde, a oração não existiu. Não encontro esse legalismo nas Escrituras.
O Catecismo acredito que ajuda a entender bem essa questão na pergunta 180. O que é orar em nome de Cristo? Resposta: Orar em nome de Cristo é, em obediência ao seu mandamento e em confiança nas suas promessas, pedir a misericórdia por amor dele, não por mera menção de seu nome; porém derivando o nosso ânimo para orar, a nossa coragem, força e esperança de sermos aceitos em oração, de Cristo e sua mediação.
Portanto, necessariamente a oração não precisa terminar com “ em nome de Jesus “ , mas ser feita do início ao fim na sua dependência, confiando somente N’ele, em sua graça, poder e misericórdia.
Oração das boas é a que reconhece a soberania de Deus, que está disposta a fazer a vontade do Pai, marcada pelo perdão, pela dependência de segurança e, que reconhece que o poder e a glória pertencem ao Senhor.
3. A oração com auxílio do Espírito Santo
Mais uma vez o Catecismo nos ajuda a compreender esse ponto na pergunta 182. Como o Espírito nos ajuda a orar? Resposta:
Não sabendo nós o que havemos de pedir, como convém, o Espírito nos assiste em nossa fraqueza, habilitando-nos a saber por quem, pelo quê, e como devemos orar; operando e despertando em nossos corações (embora não em todas as pessoas, nem em todos os tempos, na mesma medida) aquelas apreensões, afetos e graças que são necessários para o bom cumprimento desse dever. Sl 10:17;80:18;Zc 12:10; Rm 8:26.
O Espírito Santo não ora por nós, em nosso lugar. Mas que o Espírito se une a nós e transforma nossa oração em oração eficaz.
A Bíblia diz que:
Exultamos no Espírito Santo ( Ef 6.18 ); resolver ou decidir algo no Espírito ( At 19.21 ); consciência testemunhando no Espírito ( Rm 9.1 ), ter acesso a Deus no Espírito ( Ef 2.18 ).
Os textos apontam para união, cooperação do Espírito sem a qual não poderíamos ter êxito em nossas orações.
4. A oração é um momento de confissão
Na oração do Pai nosso está bem explicito ( Mt 6.12 ) que devemos pedir perdão pelas faltas cometidas. Isso nos remete a ideia de comunhão, pois uma vez purificados mais próximos estamos do Senhor. Deus nos chama a comunhão a todo tempo ( Ap 3.20 ).
Em 2 Crônicas 7.14 é dito que “ E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”. 2 Crônicas 7:14.
O desejo do Senhor é perdoar nossas faltas, por isso em oração devemos confessar nossos pecados. O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. Provérbios 28:13. As vezes esquecemos de confessar algum pecado especifico, sendo assim, não esqueçamos da oração de Davi “Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos” Salmos 19:12.
Embora na oração possamos também interceder e adorar, é imprescindível a confissão, pois é por meio da confissão que obtemos perdão e a comunhão com o Senhor.
5. A oração meio para expressar gratidão
É obvio que Deus não precisa ser bajulado. Ele não pede de nós vãs repetições que massageei o “ego divino” , que lembre a Ele que é bom, gracioso e misericordioso. Nossa gratidão em oração deve partir de um coração sincero, quebrantado. Devemos nos espojar de” ....todo pensamento de glória própria, despir-se de toda noção de dignidade ( própria )... “ João Calvino.
Podemos então cantar as misericórdias do Senhor Salmo 136.1-26.